Saiba mais sobre a hiperplasia prostática benigna

Saiba mais sobre a hiperplasia prostática benigna

Você já ouviu falar na hiperplasia prostática benigna (HPB)? Trata-se do aumento benigno do tamanho da próstata. O quadro atinge, principalmente, homens entre 70 e 80 anos. O crescimento da próstata pode comprimir a uretra, diminuindo o seu calibre e dificultando ou impedindo a passagem da urina e favorecendo o aparecimento de infecções e de cálculos renais.

A causa exata da HPB ainda não é conhecida pela ciência, porém, o que se sabe é que o problema tem relação a alterações causadas por hormônios, incluindo a testosterona e, principalmente, a di-hidrotestosterona. Idade, história familiar e alterações genéticas também são fatores de risco.

É importante lembrar que a próstata nada tem a ver com a função sexual, e sim com a função reprodutora, ou seja, com a capacidade de o homem ter filhos. O nervo da ereção que passa ao lado da próstata raramente é afetado. Por tanto, a hiperplasia de próstata não causa disfunção erétil. Além disso, trata-se de uma lesão benigna que não evolui para câncer.

Sintomas e diagnóstico da hiperplasia prostática benigna

Os sintomas surgem quando a próstata aumentada bloqueia o fluxo de urina e geram sinais como:
– dificuldade para iniciar a micção;
– sensação de não ter urinado o suficiente;
– necessidade constante de urinar;
– volume e força do fluxo urinário reduzidos notavelmente;
– gotejamento de urina ao final da micção.

Nesses casos, é importante que o paciente procure seu médico urologista. O profissional fará o exame de toque retal para determinar se a próstata realmente está maior do que o tamanho normal. Logo após, alguns exames podem ser solicitados, como exames de sangue, ureia e creatinina, que permitem avaliar a função renal; o PSA (antígeno prostático específico), para facilitar a avaliação de possíveis tumores de próstata e o exame de urina tipo I para avaliar a presença de sangue ou infecção urinária. Em relação aos exames de imagem, a ultrassonografia é uma boa aliada. Ela permite avaliar a forma e a densidade da próstata, bem como a presença de resíduo elevado de urina na bexiga após a micção.

Opções de tratamento

Pacientes com sintomas leves devem ser acompanhados com toques retais e determinações periódicas do PSA. Quando os sintomas são mais intensos, com dor, sangue na urina e infecções frequentes, é necessário discutir com o urologista qual a opção de tratamento mais adequada, levando em consideração as necessidades particulares do indivíduo.

Os medicamentos costumam ser a primeira opção de tratamento. Quando eles não surtem efeito, pode-se cogitar o procedimento cirúrgico. Uma das opções é a cirurgia realizada através da uretra, com um cistoscópio dotado de pequenas garras que abrem “um túnel” na próstata para facilitar a passagem da urina. Pode-se optar também pelo uso de laser.

 

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